A economia do hidrogênio verde desempenha um papel fundamental na transição energética equitativa da África do Sul.

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O presidente Cyril Ramaphosa enfatizou a importância da economia do hidrogênio verde no desenvolvimento da África do Sul e sua contribuição fundamental para a transição energética equitativa no país. Ele destacou que essa economia desempenhará um papel significativo na criação de empregos, no apoio a comunidades vulneráveis e no crescimento econômico. Estima-se que o hidrogênio verde pode adicionar 3,6% ao PIB do país até 2050 e criar cerca de 370.000 empregos.

O presidente proferiu essas palavras durante a segunda Cimeira Sul-Africana do Hidrogénio Verde (SAGHS) realizada na Cidade do Cabo. O evento reforçou a posição da África do Sul como um líder global no espaço de energia verde e buscou ampliar a cooperação regional no setor de hidrogênio verde.

A estratégia de investimento do país, aprovada recentemente, lista o hidrogênio verde como um setor estratégico de fronteira para atrair investimentos nacionais e estrangeiros. A África do Sul tem como objetivo se tornar um ator globalmente competitivo na indústria do hidrogênio verde.

O presidente observou que 64 países, responsáveis por 89% das emissões globais, comprometeram-se com metas de emissões líquidas zero até 2050. A demanda global por hidrogênio verde deve aumentar significativamente até 2050, com estimativas sugerindo que ele pode constituir de 10% a 20% da matriz energética global.

Ramaphosa destacou o compromisso da África do Sul com ambiciosas metas de redução de emissões e afirmou que o hidrogênio verde tem o potencial de reduzir de 10% a 15% das emissões domésticas, contribuindo para a segurança energética do país.

Ele também reconheceu a colaboração através da Aliança Africana do Hidrogénio Verde, envolvendo vários países africanos, que visa aproveitar o potencial do continente no desenvolvimento de indústrias de hidrogênio verde. A aliança busca apoio técnico, financiamento e acesso ao mercado por meio de parcerias público-privadas para impulsionar o setor na região.

Na segunda Cimeira Sul-Africana do Hidrogénio Verde, o presidente Cyril Ramaphosa destacou a importância da economia do hidrogénio verde no desenvolvimento do país e na transição energética justa. Esta cimeira, que se seguiu a uma primeira edição que lançou uma base política sólida, concentrou-se no progresso dos projetos e nos avanços tecnológicos do hidrogénio verde.

O presidente enfatizou que a colaboração entre parceiros públicos, privados e financeiros é crucial para desbloquear o potencial dessa fonte de energia em África. Ele apontou que o hidrogénio verde pode contribuir substancialmente para o PIB do continente e gerar empregos, beneficiando também comunidades e melhorando o abastecimento de água limpa.

Ramaphosa observou que o planejamento, a regulamentação e os incentivos apropriados são fundamentais para atrair investimentos do setor privado. Ele ressaltou a capacidade da África do Sul para produzir hidrogénio verde, aproveitando sua infraestrutura de energia renovável, como solar e eólica, e enfatizou a necessidade de estruturas de financiamento inovadoras para projetos de hidrogénio verde.

O presidente também mencionou o acordo de chefes para lançar o Fundo SA-H2, que visa garantir US$ 1 bilhão em financiamento para o desenvolvimento do setor de hidrogénio verde na África do Sul, em parceria com empresas públicas e privadas.

Além disso, ele destacou acordos de cooperação com governos alemães e holandeses, bem como empresas multinacionais como Sasol, Anglo American e BMW, para promover a produção de hidrogénio verde e seus produtos derivados.

O presidente expressou seu agradecimento aos parceiros e patrocinadores que tornaram possível a realização da cimeira e encorajou as delegações empresariais e governamentais a moldar a agenda do hidrogénio verde para o benefício das economias e sociedades africanas, no presente e no futuro. Este evento demonstra o compromisso da África do Sul com o hidrogénio verde como parte fundamental de sua transição energética e desenvolvimento econômico.

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